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literatura

poesia

Nós somos os homens ocos Os homens empalhados Uns nos outros amparados O elmo cheio de nada. Ai de nós!
O poeta viaja no dorso de uma borboleta negra, desatenta Vai, sem boca, à Roma
a chave treme no repouso da porta a janela ronda pequeno porto tudo dispersa apesar da ruga inglesa as persianas estradas paredadas
Gabriela Sobral é escritora de infância, após muitos anos de pausa, foi revisitando esta fase que voltou a escrever. Formou-se em jornalismo em Brasília, onde morou por sete anos e despertada pelo trânsito transpôs isso em linguagem.
“O outro nome do Silêncio” de Edmir Carvalho Bezerra – por Antônio Cunha
Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso com trovoadas e clarões, exatamente como chove agora. Quando se pôde abrir as janelas…
Beth Brait Alvim lê “Conto de uma noite errante”, poema de Edmir Carvalho Bezerra do livro O caderno de Benjamim (2020).
Naquela tarde chuvosa As árvores balançavam Sensualizadas ao vento. Seguiam seus movimentos
Uma criança sem os olhos faz pose na frente da minha câmera sou fotógrafo de ausentes
Mãe, todos os caminhos me levaram a um poeta velho de barbas longas, cheio de ferrugens nos dedos.
As que sempre chegam tarde As que desmarcam no último minuto As que só vão dar uma passadinha…
O recital foi realizado em homenagem a Celso de Alencar, definido por Cláudio Daniel como um “poeta maldito contemporâneo”, herdeiro da linhagem provocadora de nomes como Hilda Hilst e Roberto Piva.

prosa

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Um filme desafiador, é o que se pode dizer sobre Monika e o Desejo ao pensarmos que se trata de um filme de 1953, mas que é além do que chamamos atual.
“Massimo Troisi sabia que seu coração estava por um fio. Ainda assim, adiou uma cirurgia para filmar ‘O Carteiro e o Poeta’.
Até que um dia, abrindo a bolsa, encontro entre os objetos a folha seca, engelhada, morta. Jogo-a fora: não me interessa fetiche morto como lembrança. E também porque sei que novas folhas coincidirão comigo.
Há nas páginas de A Cartomante uma inquietação que atravessa o tempo: o desejo humano de saber o que não se deve saber. Entre cartas e corações, Machado de Assis ergue um pequeno espelho da alma
Quando casou, início de vida a dois, sua moradia era simples, apartamento pequeno, alugado, tinha um único banheiro. Era um prédio antigo, não havia lavabo. Guardou as toalhinhas
Voz, que, porém, não chega de ser a voz, Moçambique parece um país sem princípio. Toda a vida dos cidadãos é feita pelo imenso sacrifício, as criatividades, iniciativas dos Jovens são feitas sem ofício
Cada resenha é construída como um convite — não apenas para ler, mas para sentir. Cada resumo é redigido como uma chave — para abrir portas a leitores que ainda não sabem que estão buscando exatamente aquilo.
Antes de qualquer coisa, meus amigos, isso é tudo resistência. “Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio”, como diria Adriana Calcanhotto.
Numa era muito antiga — tão antiga que antes dela só havia o caos — o mundo era governado pelo Céu, filho da Terra. Um dia, este, unindo-se à própria mãe
Pauliceia desvairada, de Mário de Andrade, publicado em 1922, é uma reunião de poemas da fase mais inventiva e radical do Modernismo brasileiro.
Ela subiu sem pressa a tortuosa ladeira. À medida que avançava, as casas iam rareando, modestas casas espalhadas sem simetria e ilhadas em terrenos baldios.

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A Biblioteca da Meia-Noite é um romance incrível que fala dos infinitos rumos que a vida pode tomar e da busca incessante pelo rumo certo.
Imagine parar por alguns instantes e desfrutar de um momento diário com alguém que te ama e tem a resposta para todas as tuas aflições.