Capa

Sobre o livro

O Pássaro que Aprendeu a Chorar reúne 17 pequenas histórias de Edmir Carvalho Bezerra, publicadas pela Ver-O-Poema em Belém — Pará, 2025. As ilustrações são de José Maria Bezerra.

Este aplicativo não substitui o livro impresso: é uma casa digital para ele. Dá para ler no celular, ouvir em voz alta, marcar trechos, anotar, consultar o glossário amazônico e guardar o ícone na tela inicial. Chamamos essa casa de Livros-ninho — um livro que se instala no bolso, como um ninho.

O texto, as imagens e os direitos pertencem ao autor, ao ilustrador e à editora. Progresso, grifos e notas ficam somente neste aparelho.

O livro em veropoema.net

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Ficha

Autor
Edmir Carvalho Bezerra
Ilustrações
José Maria Bezerra
Editora
Ver-O-Poema
Ano
2025
Lugar
Belém — Pará

Glossário

Palavras que, no texto, aparecem sublinhadas. Toque nelas durante a leitura.

  • sabiá

    Pássaro de canto famoso no Brasil; neste livro, o companheiro mudo do homem-só, que aprende a chorar.

  • banzo

    Melancolia profunda, saudade mortal — palavra que atravessou o Atlântico com a diáspora africana.

  • mundiação

    No vocabulário amazônico, encantamento, assombração, feitiço que toma conta de alguém.

  • jatobá

    Árvore imponente da Amazônia e do Cerrado; neste livro, o jatobazeiro de onde a mulher assobia para Chico.

  • tamba-tajá

    Planta de folhas largas, comum nos quintais amazônicos; também chamada taioba.

  • tucumanzeiro

    Palmeira do tucumã, fruto de casca dura e polpa alaranjada, típico da Amazônia.

  • apuí

    Figueira-mata-pau: árvore que envolve outra até tomá-la. Braços de apuí são braços que abraçam e sufocam.

  • Gurupatuba

    Rio do oeste do Pará, que banha Monte Alegre e Alenquer, palco de várias destas histórias.

  • vitória-régia

    A maior folha aquática do mundo, nativa da Amazônia; aqui, ampara o corpo de Francisco.

  • rabeta

    Canoa com motor de popa, embarcação cotidiana dos rios amazônicos.

  • jirau

    Estrado de madeira elevado, usado para secar peixe, pousar utensílios ou escapar da enchente.

  • pajé

    Curador tradicional indígena e caboclo, que trabalha com reza, fumaça, plantas e o mundo dos encantados.

  • caribé

    Mingau de farinha de mandioca, alimento de convalescente e de criança na Amazônia.

  • igarapé

    Curso d’água estreito, afluente do rio; “caminho da canoa” no nheengatu.

  • trapiche

    Píer de madeira onde o navio e as canoas atracam nas cidades ribeirinhas.

  • lamparina

    Pequena lâmpada a querosene, luz das casas antes da energia elétrica chegar ao interior.

  • uirapuru

    Ave amazônica de canto hipnótico; diz a lenda que quem o ouve realiza um desejo — ou se perde.

  • cobra grande

    Encantado das águas, serpente colossal que habita furos e lagos; senhora dos rios.

  • tucumã

    Fruto da palmeira tucumanzeiro, de polpa alaranjada, doce e oleosa.

  • samaúma

    A sumaúma, gigante da floresta, cuja copa solta um algodão que voa no vento.

  • furo

    Canal estreito que liga rios, furos e igarapés; caminho líquido entre ilhas.

  • banzeiro

    Ondulação forte da água, o rio se mexendo contra a casa, a canoa, as pernas da palafita.

  • pirarucu

    O maior peixe de escamas de água doce do mundo, senhor dos lagos amazônicos.

  • encante

    O mundo paralelo das águas e das matas, onde moram os encantados — seres que não morreram, se encantaram.

  • caboclo

    Povo da terra: mestiço amazônico, ribeirinho, herdeiro de saberes indígenas, africanos e europeus.

  • estirão

    Trecho longo e reto de rio, sem curvas; caminhada ou viagem de fôlego.

  • benzedeira

    Mulher que cura com reza, ramo e fé; guarda da saúde nas ruas e aldeias.

  • Curuçambaba

    Localidade no nordeste paraense, entre rios e campos; vizinhança da aldeia de Belos Prazeres.

  • Carapajó

    Comunidade do baixo Tocantins, Cametá, Pará; a outra margem da aldeia de Belos Prazeres.

  • Santa Luzia

    Santa dos olhos; seu dia (13 de dezembro) ilumina a chegada de Tereza e a praça da crônica de Serena.