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posts em: Edmir Carvalho Bezerra

Na última vez em que lilases no pátio floriram E a grande estrela cedo pendia no oeste do céu noturno
Você tinha acabado de sair quando um homem se aproximou sorrindo e me deu essa flor linda e louca, com os dois passarinhos e o amor do Nelson.
Era uma vez um menino que nasceu cego para as coisas da terra. Só via o mar e o que nele havia.
Haveria de o ver evaporar jarro a jarro, o tamanho de um menino pequeno, até ao infinito. Amaria e culparia o mar até ao infinito.
Então cantei a canção da linda Brigite com o chapéu de palha, o que ela traz na cesta, e como as flores olham para ela, e a trepadeira azul da grade do jardim sente saudades dela
Ela disse que dançaria comigo se eu lhe trouxesse rosas vermelhas”, exclamou o jovem Estudante, “mas em todo o meu jardim não há nenhuma rosa vermelha.
O ar cheio está de um odor raro de lilases, Que, florindo nas paredes do topo às bases, Embalsa os cabelos das moças.
o poeta se atira no vazio pendurado em um guarda-chuva do último andar da Torre Diego Portales