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literatura

poesia

Deus é a nossa mulher-a-dias que nos dá prendas que deitamos fora como a vida
O tempo me ensinou que a poesia não morava apenas em Itabira, no Rio, em Parral, no Porto ou em Paris.
Naquela tarde chuvosa As árvores balançavam Sensualizadas ao vento. Seguiam seus movimentos
Leve-me então ao improvável, à palavra muda, ao estampido tácito, ao ar ausente, leve-me
Vem comigo África de calças de fantasia desçamos à rua e dancemos a dança fatigante dos homens o batuque simples das lavadeiras
Como poeta, Alberto Caeiro apresenta-se como um simples “guardador de rebanhos” que escreve sobre a natureza e só se importa em ver de forma objetiva e natural a realidade.
Poeta paraense, radicado em São Paulo desde 1972. É reconhecido entre os grandes talentos da Geração de 1970. É autor dos livros de poesia Salve Salve, Arco Vermelho, Os Reis de Abaeté, O Primeiro Inferno e Outros Poemas, Sete (com 25 xilogravuras de Valdir Rocha), Testamentos, Poemas Perversos, O Coração dos Outros, Desnudo e Um homem cantava para cachorros.
na rua da mulher sem cabeça a cabeleira afro-caribenha mistério erótico na tela de Manet
Era eu bem jovem. Tinha 11 anos completos quando no velório da prima Aurora
Ouvi dizer que na água há uma pedra e um círculo e sobre a água uma palavra, que põe o círculo em volta da pedra. Eu vi meu álamo descer até a água,
Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso com trovoadas e clarões, exatamente como chove agora. Quando se pôde abrir as janelas…

prosa

Categorias dentro de prosa
O Menino respirava o ar da roça como se sua vida fosse ser infância eterna. A manhã se fantasiava de um cheiro forte de café que quase se fixava nos tijolos,…
Em uma terra banhada pelo Índico, vive uma mulher chamada Moçalinda. O “Moça” de seu nome é uma homenagem a
Até que um dia, abrindo a bolsa, encontro entre os objetos a folha seca, engelhada, morta. Jogo-a fora: não me interessa fetiche morto como lembrança. E também porque sei que novas folhas coincidirão comigo.
“Alguém sabe quanto cobrar por um poema?” — essa pergunta apareceu mais de uma vez nos grupos de autores e nunca vem sozinha. Por trás dela, está uma série de outras: Posso cobrar por algo tão subjetivo? Tem gente que vai pagar?
Há alguns dias vinha trafegando pela Travessa Lomas Valentinas, trânsito caótico cada vez mais em nossa cidade. Uma parte dessa condição caótica vem das posturas dos humanos
Afundou suavemente os lábios na xícara de capuccino ganhando um bigode de chantili. Muito bom! Disse sorrindo.
A escrita exige sempre a poesia. E a poesia é um outro modo de pensar que está para além da lógica …
Não se sabia ao certo em qual hora o cachorro fora atropelado. O animal, contudo, jazia desde cedo próximo ao meio-fio, as patinhas estendidas…
— Meus senhores — disse ele, com a voz suave, e tranquilidade invejável que parecia até um Monge  —, o povo já está acordando, e exige desenvolvimento.
Queria ter mais forças, aquela de menino, para enfrentar as adversidades da vida. Quando jovens, não havia o que nos amedrontasse.
A paixão segundo G.H é uma obra que já inicia em “in media res”, ou seja, já está em curso. É uma narrativa que não tem um começo, nem um  fim
Quando casou, início de vida a dois, sua moradia era simples, apartamento pequeno, alugado, tinha um único banheiro. Era um prédio antigo, não havia lavabo. Guardou as toalhinhas

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