POEMAS DE ELKE LUBITZ

A poeta Elke Lubitz volta ao Ver-O-Poema com dezesseis poemas curtos reunidos em vídeo. São versos breves, quase sussurros, em que a lua, os sonhos, a infância e o tempo cabem em poucas palavras. Neles a própria Poesia vira personagem: um anjo que se deixa tocar, um jogo de amarelinha no céu desenhado, o infinito que é “a Poesia do espaço”. Há ainda uma homenagem delicada a Mario Quintana, que responde ao “eu passarinho” do poeta gaúcho com um “eu, bem te li”.

Graduada em Pedagogia, Elke escreve desde a pré-adolescência, participou de dezenas de antologias poéticas e é autora de dois livros solo. Para ela, “escrever é uma outra maneira de respirar”. No vídeo, os poemas chegam embalados pela Gymnopédie n.º 1, de Erik Satie.

Assista ao vídeo-poema

Dezesseis poemas de Elke Lubitz, em vídeo do Ver-O-Poema.

Os poemas do vídeo

É por meio da arte que a lente do infinito molda encantos. Minha pálpebra fotografa tua íris de lua Olho nu sob os cílios do sol Os segredos da noite balbuciam brisas no ouvido da lua. Ilusão é quando almejamos asas maiores que as dos sonhos. ando ficando bem pertinho de mim Qualquer dia, me encosto. Alguns passarão Ou passarinho eu, bem te li. À Quintana. Eu vi um anjo vestido de Poesia pude assim, tocá-lo! Na poesia do cosmos os fios da matéria amalgamados aos fios do espaço bordaram o Tempo. Quando eu som Tu Sonatas. Longe da realidade A poesia brinca de Bambolê Parece uma espiral De vento… O infinito é a Poesia do espaço. Regressávamos daquele céu desenhado: um jogo de amarelinha com A Poesia nos pés… Infância Um dia morei na casa que hoje mora em mim… Na linha do tempo um fio de esperança Costura os vazios. O verso mais puro nasceu para ler o mundo todos os dias pela primeira vez. O silêncio é uma sibilância inaudível Do tempo

Poemas: Elke Lubitz.
Edição do vídeo: Ver-O-Poema.
Música: Erik Satie, Gymnopédie n.º 1, por Robin Alciatore (Musopen.org), domínio público.

© Ver-O-Poema