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literatura

poesia

Sobre os telhados das casas cores calvas escancaram o branco As garras dos ursos cintilam como aço no espelho de gelo.
Arrefeceu-se a palavra – A obrigação era calar Para jamais muito irritar O macho, dono da lavra.
Você sabotou o voo dos besouros, eles flagelam os clarões, enquanto escorre sombra pelos cantos da sua boca
Pirataria em pleno ar. A faca nas costelas da aeromoça. Flocos despencando pelos cantos
Depois da guerra terminar não vamos nos sentar na frente do espelho e olhar fixamente nossas feições perdidas…
e gostamos da chuva e gostamos do fogo e devemos à terra a segura gravitação no ar que respiramos desde a longínqua solidificação da carne
Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso com trovoadas e clarões, exatamente como chove agora. Quando se pôde abrir as janelas…
Wislawa Szymborska nasceu em 1923, no vilarejo polonês de Bninie. Começou a escrever poesia aos vinte e poucos anos.
Rastilho que não se apaga, corre aceso pelo interior silencioso da fala, um murmúrio em busca de sentido pelo vasto e pobre vocabulário humano.
O sol, na areia, aquece, ó brava adormecida, O ouro da tua coma em banho langoroso, Queimando o seu incenso em tua face aguerrida
CELSO DE ALENCAR nasceu (1949) em Fortaleza. Migrou para o estado do Pará e lá viveu nas cidades de Abaetetuba e Belém. Reside na cidade de São Paulo desde 1972.
De tudo ficou um pouco. Da linha que perdi ao percorrer os labirintos da sua pele.

prosa

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– Da noite? de um dia? do ar? da paixão? do besouro? da quaresma? das almas? de abril? de maio? do imperador? da imperatriz? de cera? de coral? de enxofre? de lã? de lis? de pau? de natal? de são miguel? de são benedito? da santa cruz? de sapo? do cardeal? do general? de noiva? …
Numa era muito antiga — tão antiga que antes dela só havia o caos — o mundo era governado pelo Céu, filho da Terra. Um dia, este, unindo-se à própria mãe
Você tinha acabado de sair quando um homem se aproximou sorrindo e me deu essa flor linda e louca, com os dois passarinhos e o amor do Nelson.
estufando o peitinho de penas marrons, soltou seu canto, ainda desafinado pela pouca idade.
Ela estava sentada junto da janela vendo a noite invadir a avenida. A cabeça estava apoiada contra as cortinas, e no nariz estava o cheiro do cretone empoeirado. Ela estava cansada.
Cadê Zélia Suave? O Velho não sabe, mas a igreja comprou o cinema pornô. E ele nem nota que entrou na casa errada. Onde anda minha poltrona? Está esclerosado, debilitado. Nem vê a iluminação da sala. Atirando luz celeste em todo mundo.
Não pode acenar da janela com seu jeito simples quando vou para a escola. Já não pode fazer aquele arroz com lentilha que eu demorei tanto a descobrir o quanto gostava
Acordei disposto, ainda carregando nas primeiras horas do dia o peso leve dos sonhos da noite. Há poucos dias, durante o café da manhã, contava à Letícia…
Não faltam na literatura paradigmas do que foi o Natal vívido: a Missa do Galo, de Machado, e sua divina descoberta do mundo; a hipocrisia burguesa no Peru de Natal, de Mário de Andrade;
Antes de qualquer coisa, meus amigos, isso é tudo resistência. “Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio”, como diria Adriana Calcanhotto.
Semana arrastada, dessas em que o feriado picota a sequência dos dias a que estamos acostumados.

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