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posts em: Poesia

na rua da mulher sem cabeça a cabeleira afro-caribenha mistério erótico na tela de Manet
– Ainda não me conheci – Parto sem saber Do que fui Ou viria a ser Tantos eus em Desconcerto Me desconfio tanto,
Abre-se em pétalas o dia, a corola rósea olhos de turmalina A morte sempre à espreita Como tigre que ronda pelos pátios ermos.
Ser Poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
A lavagem das pedras acerta em cheio o timo depois cai, na caixa torácica O Marumbi é um rio aéreo Pedras são pássaros cansados de voar
Amar é de vidro; Voar é dança com o ar; Sonhar é desmorrer; Palavras abrem e fecham o silêncio;
Tudo passa: noite, nuvens, lua, menos o cri-cri dos grilos.