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posts em: Poesia

o Laboratório de Criação Poética, coordenado por Cláudio Daniel, realizou um recital on line inteiramente dedicado à poeta paulistana Márcia Tigani.
Escrevi cinco páginas, exausto e iluminado. De maio a agosto, vivi para o poema, sozinho e sem emprego. Andava pelas ruas próximas da Honório Pueyrredón
Quando voava com as asas dos beijos e o coração feito um mineral singular de beleza, de cantar fácil e que via o riso em tudo
O carvão, neste corpo de menino misturado de pedra e aguardente É missão onde fica, tão mofino quando morre da vida, de repente
A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não toques nos objetos imediatos. A harmonia queima. Por mais leve que seja um bule ou uma chávena, são loucos todos os objetos.
Vem comigo África de calças de fantasia desçamos à rua e dancemos a dança fatigante dos homens o batuque simples das lavadeiras
Passou na rua o poeta segurando os ouvidos na cabeleira. No passo, o tropeço torto de quem tem pressa, na cintura vasos de roseiras pendurados, arrastando livros dentro de gaiolas