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posts em: Poesia

Não há mais como voltar à Ítaca, perdida em um labirinto de ilhas nas águas do Jônico ou do Guajará.
Não mirarei o gato apaixonado. Não escutarei a pomba angustiante. Não despirei minha carne flácida. Nem emprestarei minha pele para voltar a sonhar.
Antes de você, o riso era preso, sem graça. Eu era apenas a mulher moldada por sutilezas e padronizada por imposições.
Como poeta, Alberto Caeiro apresenta-se como um simples “guardador de rebanhos” que escreve sobre a natureza e só se importa em ver de forma objetiva e natural a realidade.
Disparo ao fundo desse alvo escuro Chispas de tédio e solidão. Disparo. E a noite, desbotando-se nos astros, Zomba do meu notável despreparo.
Desde os primeiros minutos que a minha vista alcançou o rosto tão brilhante do mundo, o meu coração bateu no fundo
o corpo frio representação no espaço não dança não canta, é silêncio é corpo-morto
Nós somos os homens ocos Os homens empalhados Uns nos outros amparados O elmo cheio de nada. Ai de nós!