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posts em: literatura brasileira

ão sei o nome desse poeta, acho que boliviano; apenas lhe conheço um poema, ensinado por um amigo. E só guardei os primeiros versos: Trabajar era bueno en el Sur. Cortar los árboles, hacer canoas de los troncos(*).
Cadê Zélia Suave? O Velho não sabe, mas a igreja comprou o cinema pornô. E ele nem nota que entrou na casa errada. Onde anda minha poltrona? Está esclerosado, debilitado. Nem vê a iluminação da sala. Atirando luz celeste em todo mundo.
A terceira margem do rio é talvez um dos contos mais famosos da literatura brasileira, sendo adaptado para o cinema e inspirando compositores da música. Escrito por Guimarães Rosa, foi publicado no livro Primeiras Estórias, de 1962.
um sol desdenhoso arranha o dia: ele espia miúdo, casmurro, bate em minhas pálpebras desnorteadas,  dia feio, arremato, as nuvens eriçadas ousam sequestrar a luz, a alegria, o ânimo, a firmeza: avançam, as blusas, as jaquetas se preparam no guarda-roupas
um filete de melancolia sangra um sol que nasce cansado, um sol filtrado por olhos saturados, uns olhos aturdidos por aquela enganosa promessa de conforto, agora não podemos mais duvidar da eloquência dessa paralisia, helena: pequenos seixos miram nossas testas e
Não me surpreendeu nada que uma casa tão sofrida tivesse aprendido a falar. Estava, ela mesma dizia, por um fio. As janelas de duas abas, altas e de madeira pintada a verde, estavam já escurecendo e saindo de suas juntas.
– Da noite? de um dia? do ar? da paixão? do besouro? da quaresma? das almas? de abril? de maio? do imperador? da imperatriz? de cera? de coral? de enxofre? de lã? de lis? de pau? de natal? de são miguel? de são benedito? da santa cruz? de sapo? do cardeal? do general? de noiva? …
Todas as funções da alma estão perfeitas neste domingo. O tempo inunda a sala, os quadros, a fruteira.