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posts em: literatura brasileira

um sol desdenhoso arranha o dia: ele espia miúdo, casmurro, bate em minhas pálpebras desnorteadas,  dia feio, arremato, as nuvens eriçadas ousam sequestrar a luz, a alegria, o ânimo, a firmeza: avançam, as blusas, as jaquetas se preparam no guarda-roupas
um filete de melancolia sangra um sol que nasce cansado, um sol filtrado por olhos saturados, uns olhos aturdidos por aquela enganosa promessa de conforto, agora não podemos mais duvidar da eloquência dessa paralisia, helena: pequenos seixos miram nossas testas e
Não me surpreendeu nada que uma casa tão sofrida tivesse aprendido a falar. Estava, ela mesma dizia, por um fio. As janelas de duas abas, altas e de madeira pintada a verde, estavam já escurecendo e saindo de suas juntas.
– Da noite? de um dia? do ar? da paixão? do besouro? da quaresma? das almas? de abril? de maio? do imperador? da imperatriz? de cera? de coral? de enxofre? de lã? de lis? de pau? de natal? de são miguel? de são benedito? da santa cruz? de sapo? do cardeal? do general? de noiva? …
Todas as funções da alma estão perfeitas neste domingo. O tempo inunda a sala, os quadros, a fruteira.