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posts em: literatura contemporânea

À sombra da Via-Láctea contemplo o belo, a estelar clareza do mistério, a se estender num véu leve – plumas
às vezes eu bebo tequila com gasolina cravo 3 ou 4 ampolas no borogodó das tripas e deslizo suave na nave
Sou aquela menina da segunda carteira na primeira fila da escola, a que tem uma trança castanha e usa uns óculos grandes que na verdade me ajudam a ver melhor as coisas pequenas. Como as letras.
Haveria de o ver evaporar jarro a jarro, o tamanho de um menino pequeno, até ao infinito. Amaria e culparia o mar até ao infinito.
Porque aparecem como alazões de crinas douradas atraindo o olhar de amazonas ávidas, acreditamos neles.
“Você escreve como quem passa o pente nos cabelos compridos e lisos…
Escrevi cinco páginas, exausto e iluminado. De maio a agosto, vivi para o poema, sozinho e sem emprego. Andava pelas ruas próximas da Honório Pueyrredón