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posts em: poesia

Neste post, reunimos dois poemas de Carlos Pessoa Rosa em que a poesia contemporânea dialoga com crítica social e imaginação lírica
Ando feito estátua (não preciso mover as pernas) : decido velocidade e direção a seguir no percurso tento ensinar todo mundo (isso que só eu sei)
A pergunta atravessa séculos, escolas, gerações e modos de escrever. Ainda assim, permanece aberta.
Numa era muito antiga — tão antiga que antes dela só havia o caos — o mundo era governado pelo Céu, filho da Terra. Um dia, este, unindo-se à própria mãe
Você já parou para questionar se a literatura é realmente necessária? Em um mundo obcecado por produtividade, pontes e inovações tecnológicas, a arte da palavra parece falhar nos critérios de utilidade
“Na Lua há uma fenda erótica cavada pela política”, disse um astrônomo. “Na Terra há buracos que parecem os do corpo humano”
O que pode a poesia diante do tempo e da memória? O que pode a poesia diante do espanto da Vida de uma vida e do Tempo de todos os tempos que sempre nos encontra em algum lugar anywhere out of the world?
Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã; Minha mãe de saudades morreria