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posts em: poesia brasileira

Neste post, reunimos dois poemas de Carlos Pessoa Rosa em que a poesia contemporânea dialoga com crítica social e imaginação lírica
Ando feito estátua (não preciso mover as pernas) : decido velocidade e direção a seguir no percurso tento ensinar todo mundo (isso que só eu sei)
À sombra da Via-Láctea contemplo o belo, a estelar clareza do mistério, a se estender num véu leve – plumas
Às vezes eu quero chorar Mas o dia nasce e eu esqueço Meus olhos se escondem Onde explodem paixões…
As valsas são velhas rosas loucas de orvalho girando no jardim do orgulho as pétalas vertiginosas
às vezes eu bebo tequila com gasolina cravo 3 ou 4 ampolas no borogodó das tripas e deslizo suave na nave