Acesso ou cadastro Autor(a)

posts em: Ver-O-Poema

coisa de poeta, eu sei. uma mordedura passional, ressoa na memória. crimes de amor são mais fáceis de perdoar.
Francisco ofega no escuro, se bate, se segura como pode. O pai o ajuda na subida dos cinco degraus da escada de madeira puída. A vida vai desaparecendo, o desespero do pai se agiganta.
lá fora homens recolhem ferramentas enquanto penso na poesia da vida lá fora homens embarcam em ônibus lotados desce a noite fecho a cortina.
Madrugadinha, lendo Lua do dia do Ricardo Fernandes, um piado incessante começou do lado de fora.
Nenhuma lente consegue captar o desespero e o desamparo dos olhos da fome
Em noites de lua cheia, amava contar relatos sobre visagens, encantados e lendas que só existiam na Ilha do Marajó. Histórias sobre a Matinta Perera, Boto cor de Rosa, Cobra Grande, Mãe d’água, Caruanas e tantas outras entidades
vazio da temporalidade que incita o mundo: desvio do fio que costura na tela o filtro de luz