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Antônio Moura nasceu em Belém do Pará, em 16/01/1963. Poeta e tradutor, tem catorze livros publicados: onze no Brasil (sete autorais, quatro de tradução)
coisa de poeta, eu sei. uma mordedura passional, ressoa na memória. crimes de amor são mais fáceis de perdoar.
Francisco ofega no escuro, se bate, se segura como pode. O pai o ajuda na subida dos cinco degraus da escada de madeira puída. A vida vai desaparecendo, o desespero do pai se agiganta.
lá fora homens recolhem ferramentas enquanto penso na poesia da vida lá fora homens embarcam em ônibus lotados desce a noite fecho a cortina.
Madrugadinha, lendo Lua do dia do Ricardo Fernandes, um piado incessante começou do lado de fora.
Nenhuma lente consegue captar o desespero e o desamparo dos olhos da fome
Em noites de lua cheia, amava contar relatos sobre visagens, encantados e lendas que só existiam na Ilha do Marajó. Histórias sobre a Matinta Perera, Boto cor de Rosa, Cobra Grande, Mãe d’água, Caruanas e tantas outras entidades