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posts em: Edmir Carvalho Bezerra

Um dia quis ser rio para guardar a memória da terra no amor que transparece/ viajar paisagens líquidas roçando areias que movem meus sentidos turbulentos / descansar em remansos vivos e ali, só ali , sozinha conversar com Deus.
Descrevi o silêncio que guardei nos teus olhos Pupilas de seda revirando a lua…
Meu pai sentenciou num dia de riso De largueza cínica que sou do contra: (vide todos estes versos) Tomo banho em águas de rios repassadas. Nas tardes sento em nuvens por aí,
Não pode acenar da janela com seu jeito simples quando vou para a escola. Já não pode fazer aquele arroz com lentilha que eu demorei tanto a descobrir o quanto gostava
“Segue o teu destino, rega as tuas plantas, ama as tuas rosas…”
Meu avô era tomado por leso porque de manhã dava bom-dia aos sapos…
Uma tarde, eram quatro horas, o sr. X… voltava à sua casa para jantar. O apetite que levava não o fez reparar em um cabriolé1 que estava parado à sua porta.
O horizonte corta a vida isento de tudo, isento… Não há lágrima nem grito: apenas consentimento.