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posts em: Edmir Carvalho Bezerra

A caixinha de música embalava o móbile de peixinhos acima do berço, lançando notas de ninar sobre duendes e fadinhas que compunham a decoração do quarto de Maíra
às vezes eu bebo tequila com gasolina cravo 3 ou 4 ampolas no borogodó das tripas e deslizo suave na nave
Saturno, após destronar sangrentamente o próprio pai, era agora senhor de todo o Universo.
Sou aquela menina da segunda carteira na primeira fila da escola, a que tem uma trança castanha e usa uns óculos grandes que na verdade me ajudam a ver melhor as coisas pequenas. Como as letras.
você me dá o silêncio da véspera quando o tempo era a fortaleza e desconversa os problemas de sempre e mutante muda a minha linguagem
Não sei dizer onde termina o meu corpo e começa a água
Numa era muito antiga — tão antiga que antes dela só havia o caos — o mundo era governado pelo Céu, filho da Terra. Um dia, este, unindo-se à própria mãe
Os homens gritam – são as bruxas As mulheres pensam: – são os anjos As crianças dizem: – são as fadas