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posts em: Edmir Carvalho Bezerra

Meu amor venho em carta aberta, dizer o seguinte: de ti vi nascer a paz!
Você já parou para questionar se a literatura é realmente necessária? Em um mundo obcecado por produtividade, pontes e inovações tecnológicas, a arte da palavra parece falhar nos critérios de utilidade
“Na Lua há uma fenda erótica cavada pela política”, disse um astrônomo. “Na Terra há buracos que parecem os do corpo humano”
O que pode a poesia diante do tempo e da memória? O que pode a poesia diante do espanto da Vida de uma vida e do Tempo de todos os tempos que sempre nos encontra em algum lugar anywhere out of the world?
Com o cansaço frio e a dor mansa Tenho nos olhos uma solidão crescente Há um som de palavras na distância
O sol, na areia, aquece, ó brava adormecida, O ouro da tua coma em banho langoroso, Queimando o seu incenso em tua face aguerrida
Jorge de Lima (1893-1953) é um dos pilares do Modernismo brasileiro. Sua obra transita entre o Nordeste mítico, a religiosidade profunda, o lirismo cotidiano e a experimentação formal.
Os primeiros meninos que viram o volume escuro e silencioso que se aproximava pelo mar imaginaram que era um barco inimigo.