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posts em: Poesia

Escalar-te lábio a lábio, percorrer-te: eis a cintura o lume breve entre as nádegas e o ventre, o peito, o dorso descer aos flancos, enterrar
Depois de tanta ausência te encontro nas linhas da mais bela invenção Há sempre uma página nua à tua espera na inócua tela
É verdade, eu vivo em tempos negros. Palavra inocente é tolice. Uma testa sem rugas Indica insensibilidade.
Na última vez em que lilases no pátio floriram E a grande estrela cedo pendia no oeste do céu noturno
O ar cheio está de um odor raro de lilases, Que, florindo nas paredes do topo às bases, Embalsa os cabelos das moças.
o poeta se atira no vazio pendurado em um guarda-chuva do último andar da Torre Diego Portales
Demorasse a tua mão um pouco mais sobre o meu ombro e me nasceriam asas