Aos que Vão Nascer: O Legado de Bertolt Brecht
Em meio ao caos político e social, poucos poemas capturam a angústia ética de viver em *tempos sombrios* com a mesma força de *An die Nachgeborenen*. Conhecido em português como “Aos que Vão Nascer”, este é um dos textos mais pungentes de Bertolt Brecht, escrito durante seu exílio na Dinamarca (entre 1934 e 1938), refletindo a ascensão do fascismo e a dificuldade de manter a moralidade em um mundo de injustiça.
O poema não é apenas um lamento sobre a crise, é um diálogo direto com as futuras gerações. Bertolt Brecht expõe a contradição de tentar ser “sábio” ou “gentil” enquanto se está imerso na luta pela sobrevivência e pela mudança.
“Aos que Vão Nascer”, na brilhante tradução de Paulo César de Souza, é um testamento atemporal que nos convida a refletir sobre o preço da luta e a esperança de um futuro onde “o homem seja parceiro do homem”.
Tradução
Original (An die Nachgeborenen)
Bertolt Brecht, em “Poemas 1913-1956” [seleção e tradução de Paulo César de Souza], São Paulo: Editora 34, 2000, p. 212-214.
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