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posts em: literatura brasileira

“Que a dúvida não me sirva de algema, que o sentimento não seja desvio, que os meus olhos jamais deixem de ver o sonho da razão
estufando o peitinho de penas marrons, soltou seu canto, ainda desafinado pela pouca idade.
Tenho grande apreço pelos poetas das palavras. Sou leitor habitual de poemas. Tenho o privilégio de, tantas vezes, experimentar a companhia de poetas juntamente com minhas pinturas, meus desenhos, minhas esculturas e minhas gravuras.
Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso com trovoadas e clarões, exatamente como chove agora. Quando se pôde abrir as janelas…
“Desde os cinco anos, ainda na minha terra natal (Muaná, Marajó), vivia constantemente presa de encantamento por tudo o que me cercava: das pupunheiras torcidas pela fúria incoercível dos ventos errantes;
Era uma vez um rei, moço e valente, senhor de um reino abundante em cidades e searas, que partira a batalhar por terras distantes, deixando solitária e triste a sua rainha e um filhinho
Começou a ficar escuro e ela teve medo. Esperou um momento em que ninguém passava para dizer com toda a força: “Você não voltará.”
Madrugou de nenhuma insônia dar conta. Pronto estava que Tereza adormeceu com um semblante de anja. O Pajelo estava feito. Curada Tereza, benza a Deus.