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posts em: poeta no Ver-O-Poema

Azulejar o verbo: catártica construção da cérvix ao hálux do tálamo ao cóccix Azulejar palavras na geometria do divino:
Roseana Murray abre portas para o invisível. Transformam o amor, o tempo e a natureza em imagens. Um convite à escuta interior.
– Sonhei com essa mulher que sonha – disse. Matilde quis que ele contasse o sonho. – Sonhei que ela estava sonhando comigo disse ele. – Isso é coisa de Borges – comentei.
“Manoel de Barros é um “ensinador de ignorâncias.” Esse ensinador que sonhava, lá “onde as cigarras se alfabetizam de silêncios”.
Deus tocou novamente meu coração, num alaúde cósmico trouxe as vozes da babilônia e do cerrado.
Não tive eu uma vez uma juventude amável, heroica, fabulosa, para ser escrita em folhas de ouro
Carregaram o caixão como quem carrega um dicionário de palavras extintas — só que o caixão era o próprio livro, grosso, pesado, cheirando a mofo e choro de tinta.
Tem memória erótica por trás dum monte. Tem certeza de um amor sentido. Tem memória d’outro amor partido.