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posts em: Ver-O-Poema

Saturno, após destronar sangrentamente o próprio pai, era agora senhor de todo o Universo.
você me dá o silêncio da véspera quando o tempo era a fortaleza e desconversa os problemas de sempre e mutante muda a minha linguagem
Numa era muito antiga — tão antiga que antes dela só havia o caos — o mundo era governado pelo Céu, filho da Terra. Um dia, este, unindo-se à própria mãe
Meu amor venho em carta aberta, dizer o seguinte: de ti vi nascer a paz!
“Na Lua há uma fenda erótica cavada pela política”, disse um astrônomo. “Na Terra há buracos que parecem os do corpo humano”
Com o cansaço frio e a dor mansa Tenho nos olhos uma solidão crescente Há um som de palavras na distância
O sol, na areia, aquece, ó brava adormecida, O ouro da tua coma em banho langoroso, Queimando o seu incenso em tua face aguerrida
Jorge de Lima (1893-1953) é um dos pilares do Modernismo brasileiro. Sua obra transita entre o Nordeste mítico, a religiosidade profunda, o lirismo cotidiano e a experimentação formal.