Era uma manhã fresca e transparente de primavera. Parei o carro na luz vermelha do semáforo. Olhei para o lado – e lá estava ela, menina, dez anos, não mais.
Neste livro de pequenas histórias, Edmir Carvalho Bezerra costura realismo mágico, memória afetiva e encantamento com a linguagem poética das contações amazônicas.
Estaria o mundo cada vez mais fraturado, apressado e saturado de palavras ocas? Em tempos de inteligências artificiais, guerras transmitidas ao vivo, crise climática, feeds infinitos e vidas aceleradas