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posts em: Poesia paraense

Seria a quinta estação: um sol líquido derramado sobre o betume, um verão insólito crescendo como angústia carcomida em meio à tempestade.
Iniciava uma noite com um vento agradável; havia calma nas luzes de cada morada. Aos poucos foram se apagando. O sabiá trouxe o princípio antes e iniciou um canto-saudade.
“Com a publicação desse livro, é lícito afirmar que a voz característica do poeta se consolida de forma flagrante…
Segue adiante como quem mastiga pedras para lembrar que existe mandíbula e que a dor ainda responde pelo seu nome.
Arrefeceu-se a palavra – A obrigação era calar Para jamais muito irritar O macho, dono da lavra.
Benjamim, que brilho é este em teus olhos onde transparecem vida e solidão? Que choro é este teu, de mel amargo, às vezes, num dia somente teu?